As investigações da CPMI do INSS tiveram uma reviravolta nesta quarta-feira. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão da CPMI que autorizou quebras de sigilo bancário e fiscal de vários investigados. Essa decisão foi tomada na semana passada, provocou um quebra-quebra entre os parlamentares e foi mantida ontem pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A liminar de hoje foi dada por Dino em um mandado de segurança apresentado pela empresária Roberta Moreira Luchsinger, que é amiga de Lulinha. O Supremo e a assessoria do ministro esclareceram que a decisão vale só para a empresária. A questão é que ela abre um precedente, que no futuro pode beneficiar o filho do presidente Lula. O senador Carlos Viana, que comanda a CPMI do INSS, disse que vai questionar a decisão de Flávio Dino.
Enquanto isso, o banqueiro Daniel Vorcaro passou durante a tarde desta quarta por uma audiência de custódia. A Justiça Federal de São Paulo decidiu mantê-lo atrás das grades durante o curso das investigações. Vorcaro foi preso hoje cedo na segunda fase da operação Compliance Zero. A PF encontrou mensagens de Vorcaro pedindo para seguir e agredir fisicamente jornalistas que publicaram matérias que lhe desagradaram. A defesa do banqueiro publicou uma nota dizendo que as mensagens foram tiradas de contexto e foram apenas um "desabafo". Vorcaro será transferido para o Centro de Detenção Provisória II, em Guarulhos.
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